Nome do autor: Antunes, R.
Título do livro: Onde está o branco em ti?
Data de edição: 2004
Sinopse: “Somos todos iguais. Buscamos as mesmas coisas. É incrível como tantas vezes nos camuflamos debaixo duma capa que não deixa que ninguém nos veja realmente.
Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o Universo mas nem nos conhecemos a nós próprios.
Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não vemos nada. As coisas não fazem sentido e então tentamos descrever o que nos vai na alma. Mas, apesar disso, não saímos da roda das coisas fúteis em que estamos metidos.
Será assim tão difícil fugir a isto tudo? Encontrar a nossa verdadeira natureza?
A tua alma terá tanta sede dessa água viva que és capaz de deixar tudo para trás e partir em busca dessa fonte da vida eterna?
Onde está o branco em ti?”
Classificação: 2 (dispensável)
Opinião pessoal: Numa perspectiva talvez mais ensaísta, este livro retrata uma geração de sonho que falha nos seus principais propósitos: a ânsia de uma transformação mundial, o intento de uma mudança de mentalidade humana.
O recurso a autores como Nietzsche, Kant, Sócrates e Platão, embora escasso, serve de coloração para as vicissitudes da vida aqui descritas: nesta história verificamos a desolação, a desesperança e o vazio e as implicações de cada um destes aspectos. É um livro que questiona o leitor, essencialmente jovem, talvez devido à empatia sentida pelas próprias personagens, também elas adolescentes.
Não foi um livro que me tenha particularmente interessado. É uma narrativa ligeiramente descontínua e excêntrica, cujo protagonismo é dado a uma única personagem, aparentemente desinteressada de projectos de vida a longo prazo. Peca pelo excessivo idealismo, pelo moralismo, pelo facilitismo e pela ilusão que nos dá de que o mundo é fútil, mas que todos nós temos a capacidade de estarmos além do tangível, se assim o desejarmos. Cria uma falsa esperança de melhoramento, muito embora acredite que possa transformar formas de pensamento humano, principalmente nos mais novos, que são rebeldes, insistentes e criativos.
Como erro fulcral destaco a presença (constante) de erros ortográficos, imperdoáveis na língua portuguesa e inadmissíveis num livro publicado.
Escrito por philobiblon