Nome do autor: Auster, P.
Título do livro: Inventar a solidão
Data de edição: 2004
Sinopse: Num registo íntimo e pessoal, Paul Auster evoca aqui algumas experiências da sua infância, quando as tentativas (e os frequentes fracassos) de relacionamento com o pai marcavam uma rotina familiar difícil. E, paralelamente, a sua própria experiência enquanto pai.
Por vezes comovente, outras vezes hilariante, Inventar a Solidão é um mergulho no mundo das emoções genuínas e da sentimentalidade. Há neste livro experiências com as quais todos nos podemos identificar – quer como filhos, quer como pais – e considerações sobre a verdadeira natureza das relações familiares. Um livro sobre a família como só Auster podia escrever – experimental mas sempre sentido, capaz de evitar sentimentalismos sem ser sentimentalmente frio.
Classificação: 3 (bom)
Opinião pessoal: Radicalmente oblíquo ao estilo Austeriano: uma narrativa irrepetível e idiossincrática, onde a sua verdade é apenas a sua verdade e cujo mundo pintado por si é apenas o mundo que ele mesmo vê.
Constituído por duas partes (Retrato de um homem invisível e o Livro da Memória), este livro é de uma sensibilidade quase filosófica, quase existencial. E não obstante, é-lo somente isso. Envolvente, sim, mas não o suficiente para se tornar inesquecível.
Elaborado sob um prisma temporal, em processos constantes de analepses e prolepses, cujos leitores têm de estar particularmente atentos, Paul Auster questiona-nos, questionando-se, sobre o sentido da vida em decursos inversos: enquanto filho, enquanto pai, enquanto Ser neutro e desenraizado do mundo.
Poder-se-ia dizer, assim, e sem cair em grandes equívocos, que o presente livro é uma espécie de autobiografia de Paul Auster.
Escrito por philobiblon