Leitura 7

Nome do autor: Konsalik, H.

Título do livro: A Primavera do Amor

Data de edição: 1979

Sinopse: “As respostas ao seu anúncio vinham comprovar-lhe o mesmo de sempre: o mundo que tinha criado, com aplicação e força de vontade, era perfeito. Apenas não entendeu uma das cartas. Era muito breve, indicava como emissário uma morada de um apartamento em Munique e não vinha acompanhada de qualquer fotografia, mas de uma pequena mosca de asas verdes e brilhantes e um anzol de ferro. Uma mosca para pescadores à linha. «Isto sou eu», explicava o autor da carta. «Se estiver interessada e quiser saber mais coisas, poderemos trocar correspondência.». Era tudo.”

Classificação: 2 (dispensável)

Opinião pessoal: Ainda que a classificação não seja prudentemente favorável, é um livro de boa leitura, ideal para um fim-de-semana na praia, com muito boa disposição. Um livro breve, quase light, que mistura o romantismo difícil e lamechas, entre Kathinka Braun e Ludwig Zipka, com um mundo misterioso e policial. O segredo está constantemente à espreita e há uma ironia disfarçada na voz que o narrador pronuncia.
De um modo extremamente cuidado, expressa um lado calmo e terno da França, o misticismo das pequenas vilas e de monumentos já há muito esquecidos, em particular de um moinho junto a um lago repleto de canaviais.
Não se trata de um clássico nem de um livro inesquecível e preso para sempre na retina e na memória, ainda que este autor seja um conceituado escritor alemão do século XX.

Escrito por philobiblon

2 Respostas até agora »

  1. 1

    j disse,

    Conheço o autor, de quem tenho a opinião de que escreve muito bem e conta histórias extremamente bem urdidas.
    Para além disso, não acrescenta nada, a não ser um modo positivo de gastar o tempo disponível, quando não há outra mais útil de o ocupar.
    Não conheço este livro. Aliás, do autor apenas li uma obra, julgo que com o título de “A casa dos corações perdidos” ou algo parecido, a qual me deixou a impressão de que dei conta acima: bem escrito, história verosímil e bem pensada.

  2. 2

    philobiblon disse,

    Concordo. E, certamente, semelhante ao que leste, não é o tipo de livro que se chegue à página trinta e se pense: «Mas que raio de história é esta. Mas que confusão.». Não é de todo o caso.

    Ainda que um pouco pragmático, acentuando uma exacerbada emancipação feminina, que na década de 70 talvez não fosse tão censurada ou expansível, é uma história, de facto, verosímil e bem pensada. Mascarada sobre um simples romance, nascem outras perspectivas. Coloca no enredo múltiplas personagens que, em momento algum, questionámos quem são ou os confundidos com outras personagens. E depois estão ainda presentes aquela ligeira ironia e as tão visíveis personagens caricatas. O tema policial é muitíssimo actual, mas o mistério em volta dele, e todas as suas vertentes, parecem-me possíveis, mas ligeiramente exageradas.

    Mas tal como disseste, o qual partilho inteiramente, não acrescenta nada de novo, ou acrescentou na altura, mas lidas outras obras mais recentes deixou de acrescentar. Eu não conhecia de todo o autor, o que por si só já foi positivo lê-lo.


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